sábado, 25 de outubro de 2008

Sonhos (?) de uma noite de primavera

Final de sexta-feira... O sábado começa, a semana termina. É fim de semana.

1h00 e pouco da manhã - A leveza do corpo e o peso nos olhos anunciam a chegada do sono tão ausente nos últimos dias. Me entrego sem qualquer resistência.

4h34 – Uma batida constante e crescente me acorda. Identifico aquele ruído em segundos, ele já é familiar. O(a) vizinho(a) de cima está numa noite tórrida de sexo. O ápice não demora muito. Viva, todos satisfeitos! Isso me inclui. Alguém levanta, alguém toma banho. E eu? Eu nem penso mais, o sono é mais forte.

5h09 – Os olhos abrem em resposta aos ouvidos. O barulho de novo. A batida agora está acompanhada de gemidos, quase uivos. Além de reforçar a minha falta de contato íntimo, aquilo estava levando de assalto a única que coisa que eu podia fazer na cama: dormir. Sou tomado pela fúria. Visto algo, subo as escadas. Já na porta do apartamento 133 aquele som tem mais força, ele quase vira imagem. A ficha cai: não estou furioso, isso é inveja. Rio de mim, rio da situação em frente ao 133. Volte para a cama e se resigne ao papel do espectador (ou ouvinte?), disse uma voz mais conformada.

6h04 – Assim não dá, três já é demais! É muita covardia para quem nada tem. Ligo a TV e penso: acho que preciso comprar um fogão...

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